Isso é ARTE !
Documentário mostra cenas de pichação em SP Sem estreia prevista no Brasil, longa ganhou versão de 10 minutos na internet Documentário que mostra ações de jovens pichadores em São Paulo já foi exibido em Paris Previsto no artigo 163 na lei de Crime Ambiental, a pichação é um dos temas mais controversos da cidade de São Paulo. Nos próximos meses, ele ganhará novo fôlego com o documentário Pixo, dos irmãos João Wainer e Roberto T. Oliveira, que mostra a vida e as ações de pichadores paulistanos que desafiam a lei e arriscam a vida para marcar prédios da cidade.
O filme foi exibido pela primeira vez no dia 5 de julho na exposição Nascido nas Ruas – Grafite, realizada em Paris, na França. Em 65 minutos, o longa retrata encontros de jovens no centro da cidade e escaladas em edifícios, além de exibir imagens inéditas da pichação da Faculdade Belas Artes, em 2008, que seria o trabalho de conclusão de curso de um aluno. Mesmo sem data de estreia no Brasil, já circula na internet um trecho com uma versão de 10 minutos do documentário. 
Longa é inspirado no ex-pichador que começou a filmar ação dos amigos Pixo levou dois anos para ser produzido e, além da equipe de produção, conta com filmagens de Djan Ivson, de 25 anos, ex-pichador que tem mais de 200 horas de gravações de ações registradas durante cinco anos. Também conhecido como Cripta, Ivson já produziu nove DVDs sobre o tema, dos quais diz ter vendido mais de três mil cópias a R$ 20 cada. Convidado pela organização da exposição Nascido nas Ruas – Grafite, ele exibiu sua coleção de mais de 300 folhas de sulfite com assinaturas de pichadores e foi convidado a pichar a fachada do prédio da instituição em Paris. “O reconhecimento como movimento artístico foi uma conquista, porque a pichação é reduzida a vandalismo no Brasil”, diz Ivson. “Queremos torná-la parte da cultura brasileira, mas as pessoas têm o direito de não querer isso na casa delas. Assim como nós temos o direito da liberdade de expressão.” Segundo Wainer, o objetivo não é defender a pichação. “É um trabalho que mostra quem são os meninos que fazem, porque estão fazendo e o que querem com isso”, diz. “A pichação é uma forma de expressão. Se é crime ou se é arte, não sou eu que vou dizer.”
A trilha sonora do documentário traz também uma música inédita do rapper paulistano Sabotage, morto em 2003.
Escrito por Alex às 13h08
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